Fruto do acaso, a “Rubi” é Marianense

É muito difícil encontrar alguém que não tenha provado ainda o sabor inconfundível da uva rubi.

Seus lindos cachos, com bagas avermelhadas são um constante convite ao nosso paladar.

O que pouca gente sabe é que a rubi é nossa.

Fruto da capacidade do nosso povo.

 

A uva rubi nasceu quando, em 1968, o fruticultor Kotaro Okuyama, proprietário rural próximo à sede do município, iniciou sua plantação de uva itália por estaquia. Durante o ano de 1970, sua plantação foi seriamente prejudicada por fenômenos meteorológicos, ocorrendo desigualdade de brotação compulsória através de processos químicos e mecânicos.

No ano de 1973, em operação feita com a finalidade de retirar bagas estragadas, o Sr. Okuyama descobriu um cacho com 10 a 12 bagas de coloração avermelhada, de pouco vigor. Dentro da estufa apareceu o segundo cacho de “rubi”, ocasião em que lhe foi solicitado o máximo de cuidado com o local em que se apresentou a mutação da bobulha, pelo Sr. Hashima, que logo verificou que se tratava de uma mutação somática, ocasião de sua visita ao Sr. Okuyama, juntamente com Hishido e Akutagawa para conhecer o fenômeno.

Concomitantemente, Okuyama observou quase que diariamente o que ocorria com o cacho. Após 4 anos de observação, cuidou-se da multiplicação, deixando o ramo original, mas aproveitando a ramificação que mantinha a mesma característica. O galho em apreço mostrou que a cor rosada era permanente, de modo que as ramificações de 5 de início, foram separadas da videira-mãe 80 bobulhas de rubi para enxertia e distribuídas para diversos viticultores do Paraná e de São Paulo.

A variedade rubi é uma variedade que aqui se desenvolveu e que não se encontra em nenhum outro país. Entre as vantagens dessa sepa, em relação à itália, está a economia de mão-de-obra, pois não é preciso mais fazer a análise do índice de brix do cacho de uvas para constatação do grau de maturação. Na rubi, a coloração indica o ponto mais apreciável do paladar.

Em 1978, 13 municípios do Paraná e São Paulo já possuiam 6 mil pés e Iboti, no Rio Grande do Sul, cerca de trezentas plantas, sem contar 500 mudas que a Cooperativa Agrícola de Cotia recebeu para distribuição, com uma produção prevista para 1980, de 100 mil caixas, no mínimo. Hoje á produção está estimada em 700 mil caixas.

Ao fruticultor Kotaro Okuyama, descobridor da uva rubi, foram prestadas as seguintes homenagens: o jornal Shimbum, noticiando o aparecimento da nova uva, dedicou-lhe o louvor de mais elevada estima e, em editorial, sob o título de “O que é o trabalho frutífero”, deu destaque ao esforço do Sr. Okuyama com a produção da “Rubi”; no 7º Congresso Brasileiro de Olericultura, realizado em Salvador, foi relacionado o aparecimento do novo cultivar de videira, sob a denominação de “Uva Rubi Okuyama”; pela Cooperativa Agrícola de Cotia - Cooperativa Central, pela sua dedicação à exploração do novo cultivar vitícula.

                O Suplemento Agrícola do Jornal “O Estado de São Paulo” cedeu uma página para o artigo de apresentação e divulgação da uva “Rubi”. Como sendo originária deste município, o Sr. Okuyama foi homenageado pela Associação Cultural de Santa Mariana, pelo seu trabalho e dedicação pelo desenvolvimento da nova variedade.

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<<Nos desfiles comemorativos da cidade, homenagens à“Rubi” e seu descobridor.

A uva "RUBI">>



Atualizado em 27/02/2003 - pmsmariana@pr.gov.br
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